terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Uns tiros no escuro

Todo mundo diz que é cafona, que é combinado e que o José Wilker e o Rubens Edwald Filho são uns chatos. Ok, a última afirmação é uma verdade absoluta, mas o fato é que o mundo se volta para a festa do Oscar que - se a greve dos roteiristas assim permitir - acontecerá no dia 24 de fevereiro próximo.

Os indicados, conforme informado aqui no Bloghiers em primeira mão *mentira, cof, cof*, já sairam e é hora de papel e caneta na mão para acompanhar a cerimônia. O quê? Vai dizer que você não assiste a festa como se fosse uma final de Copa do Mundo? Deixe essa pose de fã do Lars Von Trier de lado e assuma, de uma vez por todas, que você pulou do sofá e derrubou toda a pipoca quando o Eastwood levou a estatueta com o Menina de Ouro!

Como em quase toda edição - e olha que já estamos na 80ª, das quais eu acompanhei com afinco umas dez, quinze talvez - sempre é regra que a lista vennha junto com incógnitas para mim. Poucas foram as vezes nas quais eu já tinha visto pelo menos três das cinco obras indicadas na categoria Melhor Filme, e esse ano ocorreu algo completamente diferente: eu simplesmente não vi nenhum dos filmes indicados. Com o chute completamente no vazio, vou de No country for old men. Por que, pergunta o leitor? Simples: é um filme dos irmãos Coen, e os caras que fizeram Fargo não erram a mão quando indicados.

Já na categoria melhor ator, pelo primeiro ano não temos um completo azarão, alguém que está aparecendo agora em Hollywood. Clooney, Daniel Day-Lewis, Johnny Depp, Tommy Lee e mesmo Viggo Mortensen são caras que já fizeram pequenas e grandes obras-primas como Assassinos por Natureza, Meu pé esquerdo, Boa noite e boa sorte, Senhor dos Anéis, Marcas da violência, O fugitivo, Eward mãos de tesoura, Gangues de Nova York. A lista é extensa e, dos nomes citados, creio que o Daniel Day Lewis, na contagem geral de filmes, leva. Não me recordo de um filme que eu tenha assistido com ele que fosse sequer regular.

Nas outras categorias não arrisco chutes. Achei muito bom o nome de Jason Reitman entre os diretores, primeiro pelo trabalho que ele fez em Obrigado por fumar (a edição é fantástica, tirando coisas do livro sem perder sua a aura) e por ser filho de Ivan Reitman, o homem que nos deu Os caça-fantasmas. Além é claro, dos supracitados irmãos Coen.

Entre os coadjuvantes acabei vendo o nome de Amy Ryan, uma das atrizes de Gone baby gone, novo filme do Ben Affleck. Antes que o leitor atire as pedras, e com um certo ponto de razão, vale lembrar que Affleck já fez coisas ótimas ao lado de Kevin Smith e que a história do filme é baseada no livro de mesmo nome do escritor Dennis Lehane, autor de Sobre meninos e lobos e Paciente 67. No fim das contas, é bem provável que dê Cate Blanchett, atacando de Bob Dylan (!), após ganhar como Katherine Hepburn. Já o prêmio de melhor atriz está cheirando à surpresa com Ellen Page, no elogiado Juno, de Jason Reitman.

Na torcida pessoal, que Ratatouille leve os prêmios de Animação e Trilha sonora original, por ser um ótimo filme e porque a canção é foda de bacana. E que o Moya Lubov mofe nas prateleiras do mundo inteiro, porque nós, amantes do cinema e desse hipódromo que é o Oscar, não merecemos um curta de animação tão belo, porém tão desanimado, como esse.

Agora, a pergunta: Norbit, alguém teve coragem de ver? Confio na indicação de melhor maquiagem porque o Eddie Murphy faz milagres, porém não é mais um príncipe em Nova York.

2 Comments:

Blogger Eric said...

Eu também acho que o Day Lewis leva, a menos que queiram reparar esse ano a grande cagada de não premiar o Johnny Depp pelo Capitão Jack Sparrow.

23 de janeiro de 2008 04:22  
Blogger Kaká said...

Eu achei que os tios do Oscar pisaram na bola não indicando Eddie Vedder por qualquer uma das músicas de Into The Wild. Eu queria vê-lo no palco.
E acho que Atonement merece muito a trilha sonora original, aquela máquina de escrever dando tom é genial.

23 de janeiro de 2008 11:23  

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